Pedras no caminho?

Canal Saúde
Fabiano Gomes
Gino Mannucci, nefrologista: cada situação de cálculo renal precisa ser investigada e tratada com orientações dietéticas
Gino Mannucci, nefrologista: cada situação de cálculo renal precisa ser investigada e tratada com orientações dietéticas

O cálculo renal incomoda, e em alguns casos é perigoso por não apresentar dor

Uma das dores mais temidas é a do cálculo renal, também conhecido como pedra no rim. Ela é aguda, principalmente nas costas, podendo vir acompanhada de náuseas, vômitos, grande desconforto ao urinar e até febre. Os sintomas variam de caso e caso. Há, inclusive, pacientes que não apresentam nenhum sintoma. Nestes casos o perigo é grande, pois o cálculo pode evoluir a ponto de obstruir o rim, levando a sua perda.

Quarenta por cento dos casos são hereditários - filhos de pais que tiveram cálculo têm maior chance de apresentar o problema. Os outros 60% dos casos têm como origem doenças ou distúrbios metabólicos. Segundo o nefrologista Gino Raniero Mannucci, da Clínica Cemin, cada situação deve ser investigada e, como regra geral, o paciente precisa seguir algumas orientações dietéticas, como diminuir o consumo de proteínas, sal e refrigerantes. Em alguns casos, é recomendada a redução no consumo de vitamina C: muitas pessoas a ingerem indiscriminadamente, achando que estão reforçando o organismo, quando estão na verdade estimulando a formação do cálculo.

Outro cuidado importante é consumir diariamente de 2 a 3 litros de líquidos para garantir um fluxo urinário em torno de 2 litros. No verão, por causa do suor mais intenso, esta quantidade deve ser maior.

Durante as crises renais, o tratamento pode ser feito por analgesia, pois cálculos de até 5mm podem ser eliminados espontaneamente. Sempre é recomendado acompanhamento médico durante e após a crise. A investigação é feita por exames laboratoriais e ultrassom. A avaliação deve ser feita por um nefrologista e, caso haja indicação, por um urologista.