Dislexia

Canal Saúde

A dificuldade de aprendizagem é mais comum do que você pensa e pode ser bem administrada

Seu filho tem dificuldade para ler, escrever e soletrar? Troca letras com frequência? Não consegue decorar a tabuada tão rápido quanto os colegas de classe? Está abaixo da escolaridade normal? Não se desespere! Ele pode ter dislexia, e isso não tem nada a ver com incapacidade intelectual. Albert Einstein era disléxico – assim como Vincent Van Gogh, Winston Churchill, Agatha Christie, Charles Darwin e Leonardo Da Vinci.

A dislexia é uma doença comum, de origem genética e hereditária, que se caracteriza pela dificuldade de decodificar o estímulo escrito ou o símbolo gráfico. Sua causa é uma alteração cromossômica, o que explica a ocorrência em pessoas da mesma família. Estima-se que 4% da população brasileira seja disléxica – cerca de 7 milhões de pessoas.

O diagnóstico é feito por uma equipe multidisciplinar (médico, psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo, neurologista). Mas, antes de afirmar que a criança é disléxica, é preciso descartar outras possibilidades, como deficiências visuais e auditivas, déficit de atenção e escolarização inadequada.

Não existe cura, nem medicamentos, e sim adaptações pedagógicas, de acordo com a dificuldade apresentada. Neste processo, é fundamental o estímulo dos pais e professores para evitar que a criança receba rótulos depreciativos que levem a sua baixa autoestima. Devidamente motivada, ela conseguirá superar suas barreiras e brilhar. Quem sabe não tem um novo gênio surgindo por aí?

Sinais da dislexia

Dispersão.

Dificuldade de aprender rimas.

Falta de interesse por livros impressos.

Fraco desenvolvimento da coordenação motora.

Dificuldade com quebra-cabeças.

Confusão para nomear esquerda e direita. Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas.

Dificuldade em copiar de livros e da lousa. Dificuldade em manusear mapas e dicionários.

Informe-se

Vários livros sobre dislexia estão disponíveis nas livrarias e na internet. Uma boa dica é “João, Preste Atenção!”, de Patrícia Secco, que aborda o tema de uma forma lúdica, com belas ilustrações de Edu Engel. O livro conta a história do João, um menino de 9 anos, disléxico, que tem uma vida escolar normal e fecha o ano com o boletim recheado de boas notas. Esta e outras obras estão disponíveis no site da Associação Brasileira de Dislexia (www.dislexia.org.br), que oferece todo o suporte às pessoas que desejam conhecer mais sobre o transtorno.