Entrevista: Ricardo Menezes

Canal Atualidade

Quando administrava um salão de beleza com o pai, Ricardo Menezes enxergou no franchising uma grande oportunidade de crescimento. Há 13 anos, tornou-se franqueado da empresa de cosméticos Aneethun, atendendo 45 municípios do estado do Rio. Hoje, tem aproximadamente 1.100 clientes ativos e registra um crescimento constante. Diante da crise, Ricardo sugere investimento nos funcionários, criatividade, planejamento e mais atenção aos clientes.

O que você faz para ter sucesso diante de tanta concorrência?
Ricardo - Temos experiências que a maioria acaba imitando. Nossos consultores de venda são muito requisitados. Estamos sempre treinando nossa equipe - o treinamento oferecido aos nossos consultores é o que mais tem trazido respostas a médio prazo. Isso é muito satisfatório, porque um vendedor treinado traz muitos benefícios ao cliente. A gente também assiste muito bem o cliente, ao mesmo tempo em que faz um monitoramento sistemático da equipe de venda.

Qual o maior desafio de liderar uma equipe grande?
Ricardo - O líder não pode deixar de pensar que o certo é um caminho só, baseado na missão e valores da empresa. Ele tem que tirar o funcionário de sua zona de conforto e mantê-lo motivado e treinado. É difícil, mas você não faz nada hoje para colher já amanhã. Resistência, sempre vai haver. É uma questão de você mostrar ao funcionário um caminho pelo qual ele poderá chegar mais fácil e colher muito mais frutos do que está colhendo hoje. E mostrar que o resultado é uma casa que se constrói com o tempo, desde o alicerce até o telhado.

Qual o seu conselho a outros empresários?
Ricardo - Você tem que pensar fora da caixinha e não deixar de mostrar sua marca. Em hipótese alguma, deixe de treinar sua equipe. O líder aconselha, mostra o caminho e, quando houver erro, puxa a orelha. O empresário tem que se virar de todas as formas, sem nunca deixar de mostrar sua marca, nem deixar de incentivar seus funcionários e treiná-los. Se errar, não deve ter vergonha de pedir desculpas. E o principal: é o cliente quem paga nossas contas, ele precisa de respeito. Momentos difíceis, todos vão passar. Não devemos ver as dificuldades como uma barreira intransponível. Que elas sirvam de aprendizado para sermos mais fortes no amanhã. E um líder sozinho não vai a lugar nenhum. A empresa só vai à frente com todo mundo junto.